Como fazer o exame toxicológico na primeira CNH de carro ou moto

Veja desde quando a regra vale, em que etapa do processo fazer a coleta e o que acontece com a habilitação se o resultado der positivo.

Quem abriu o processo da primeira habilitação de carro ou moto a partir de 16 de maio de 2026 precisa ter o exame toxicológico na primeira CNH com resultado negativo registrado no RENACH antes de receber a Permissão para Dirigir (PPD). O exame pode ser feito em qualquer etapa do processo, mas sem ele a PPD não é emitida. Na prática, vale fazer cedo, enquanto o candidato ainda está nas aulas.

A exigência vem da Lei 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro, e vale para as categorias A e B, com ou sem atividade remunerada. O exame é feito uma vez, antes da PPD, e não precisa ser repetido depois dela. A renovação de quem já é habilitado em A ou B continua sem exame toxicológico. A confusão mais comum é com o exame periódico das categorias C, D e E, que segue regra própria e tem prazo de renovação.

No Tommasi, o exame usa uma pequena amostra de cabelo, pelo ou unha, e mostra o consumo de substâncias psicoativas nos últimos 90 dias, no mínimo. Por isso o resultado depende do que aconteceu nos meses anteriores à coleta, e não do dia em que ela é feita.

Quando o exame toxicológico passou a valer para a primeira CNH

A Lei 15.153/2025 passou a valer em dezembro de 2025, depois que o Congresso derrubou os vetos ao trecho do exame, em votação de 4 de dezembro registrada pela Agência Senado. Faltava dizer aos Detrans como aplicar a regra, e a resposta veio da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) em maio de 2026, com o Ofício-Circular 573/2026, que mandou exigir o exame mesmo sem resolução específica do Contran.

Desde então, a exigência vale para processos abertos desde 16 de maio de 2026, na primeira habilitação. Quem abriu o processo antes dessa data segue as regras antigas, conforme o resumo publicado pelo Portal do Trânsito em junho de 2026.

Cada Detran organiza a aplicação no próprio sistema. Quem tem processo aberto perto de 16 de maio deve confirmar a situação com o Centro de Formação de Condutores (CFC) ou com o Detran do estado antes de agendar a coleta.

Em que etapa do processo fazer o exame

O exame toxicológico na primeira CNH pode ser feito em qualquer fase, desde a abertura do processo até antes da emissão da PPD, e o laboratório credenciado registra o resultado direto no Registro Nacional de Carteiras de Habilitação (RENACH). O candidato não precisa levar papel ao Detran nem ao CFC. O que trava o processo é a falta do resultado negativo no sistema no momento em que a PPD seria emitida.

Fazer o exame no início tem duas vantagens práticas. A primeira é que o prazo do laboratório corre junto com as aulas e não atrasa a entrega da habilitação. A segunda é que, se algo der errado, ainda sobra tempo, porque um resultado positivo obriga a esperar 90 dias para repetir o exame, como mostra a seção sobre resultado positivo mais abaixo.

Um ponto que costuma gerar retrabalho: exame feito para admissão ou demissão em empresa não vale para a CNH. O laudo precisa ter a finalidade de habilitação, ligada ao número do RENACH do candidato. Quem fez o exame no emprego há pouco tempo vai precisar de uma nova coleta.

Como é feito o exame toxicológico para CNH

O exame toxicológico de larga janela de detecção analisa uma amostra de cabelo, pelo ou unha para identificar o consumo de substâncias psicoativas nos últimos 90 dias, no mínimo. A coleta é feita em laboratório, sem agulha e sem jejum, e leva cerca de 10 minutos. Como a análise procura as substâncias dentro do fio, e não na superfície, cabelo pintado ou com tratamento químico não atrapalha o resultado.

Quem tem cabelo muito curto ou raspado não fica sem opção, porque a coleta pode usar pelos do corpo ou unhas. O comprimento e o tipo da amostra definem quanto tempo o exame consegue enxergar, por isso a escolha do material fica com o técnico do laboratório, que segue o protocolo de coleta e garante a janela mínima de 90 dias.

Na hora da coleta, o candidato apresenta documento com foto e informa o número do RENACH, que aparece no processo aberto no Detran ou no CFC, para que o laudo seja ligado ao processo certo. Antes de ir, vale conferir no exame toxicológico do Tommasi como funciona a compra do exame pelo site.

Depois da coleta, a amostra segue para análise em laboratório. No Tommasi, essa etapa acontece no laboratório próprio, sem envio para terceiros, e o laudo vai para o RENACH sem que o candidato precise fazer nada. O acompanhamento do resultado também pode ser feito pelo acesso pessoal no site.

O que acontece se o resultado der positivo

Um resultado positivo no exame toxicológico na primeira CNH não cancela o processo de habilitação. O candidato fica impedido de receber a PPD até apresentar um exame negativo, e a nova coleta só pode ser feita 90 dias depois da coleta anterior. Por isso, o processo não precisa ser aberto de novo por causa do resultado.

Quem discorda do resultado pode pedir a contraprova com a mesma amostra já coletada, sem passar por nova coleta. O pedido é feito ao laboratório que fez a análise.

Se o exame ficar para o fim do processo, um positivo pode atrasar a PPD em 3 meses ou mais, somando a espera de 90 dias ao prazo do novo laudo. É mais um motivo para fazer o exame no começo do processo, e não na véspera da prova prática.

Quanto custa e onde fazer o exame

O exame precisa ser feito em laboratório credenciado pela Senatran, porque só ele consegue registrar o laudo no RENACH. O exame de aptidão física e mental e a avaliação psicológica do processo são feitos em clínica credenciada pelo Detran, e o toxicológico é agendado à parte, direto com o laboratório.

Em 23 de outubro de 2026, o exame toxicológico para CNH no Tommasi Laboratório custava R$ 130, com parcelamento em até 3 vezes sem juros no cartão, pagamento também por PIX ou boleto e coleta sem agendamento nas unidades do Tommasi. A análise é feita no laboratório do próprio Tommasi, em Vila Velha - ES, que em 2016 foi o primeiro laboratório brasileiro com certificação ISO/IEC 17025 para o exame toxicológico em cabelos ou pelos. Antes, as amostras iam para análise em laboratórios dos Estados Unidos.

Para quem está na primeira habilitação, o caminho mais curto é comprar o exame toxicológico para a primeira CNH pelo site, escolher a unidade e comparecer para a coleta com documento e número do RENACH.

Renovação, álcool e tempo de detecção

É obrigatório fazer exame toxicológico para renovar a habilitação?

Para as categorias A e B, não. A exigência nova vale para a primeira habilitação, e a renovação de A e B segue sem exame toxicológico. Quem tira a primeira habilitação em A ou B faz o exame uma vez, antes da PPD, e não repete na troca da permissão pela CNH definitiva. Motoristas das categorias C, D e E continuam com o exame obrigatório na obtenção e na renovação dessas categorias, segundo o Detran-ES.

O exame toxicológico detecta álcool?

Não. O painel do exame de larga janela de detecção procura substâncias psicoativas como maconha, cocaína, anfetaminas, metanfetaminas e opiáceos, e o álcool fica fora da análise. O consumo de bebida alcoólica não aparece no laudo do exame toxicológico da CNH.

Quanto tempo o exame toxicológico detecta drogas para a CNH?

A janela mínima exigida é de 90 dias antes da coleta. Cabelo, pelo e unha crescem devagar e guardam o registro do consumo por meses, o que permite cobrir essa janela numa única coleta.

Exame cedo, permissão sem atraso

Quem abriu o processo a partir de 16 de maio de 2026 resolve o exame toxicológico na primeira CNH com uma coleta de 10 minutos, feita de preferência junto com as primeiras aulas. Com o laudo negativo no RENACH, a emissão da PPD depende só das provas. O próximo passo é escolher a unidade e agendar o exame toxicológico no Tommasi.

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