Tire suas dúvidas sobre o câncer de próstata

Vença o preconceito e comece o controle para prevenir tumores de próstata, uma doença que tem 90% de chance de cura quando descoberta no início.

Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado, resolveu trazer a campanha Novembro Azul para o Brasil depois de perder um grande amigo para o câncer de próstata. A campanha tem ajudado a diminuir o medo dos homens em relação ao tema.

Outro dia um senhor disse que a campanha salvou a vida dele. Ele resolveu marcar uma consulta depois de ver um folheto nosso. Descobriu que estava com câncer em estágio avançado.

E o principal motivo da relutância em ir ao urologista é o exame de toque retal, um procedimento indolor, rápido – são menos de dez segundos – e fundamental para o especialista perceber alterações na próstata.

Quem já tentou convencer o marido a ir a qualquer médico sabe o quanto essa tarefa é difícil, mas vale a pena insistir: se o câncer de próstata for descoberto no começo, há 90% de chance de cura. Veja aqui informações valiosas para você começar a se cuidar:

A campanha Novembro Azul tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer de próstata, o mais comum entre os homens.

Quais os fatores de risco para o câncer de próstata?

O principal fator é o genético. Homens cujo pai ou irmão tiveram a doença apresentam três vezes mais chances de enfrentar esse tipo de tumor. Os riscos aumentam com a idade. Após os 50 anos, dez a cada 100 homens desenvolvem câncer de próstata. É um número altíssimo.

Que exames detectam esse mal? Quando é bom fazê-los?

Os exames que indicam a possível existência de tumor na próstata são o de toque retal e o de PSA, um exame de sangue. Negros apresentam risco maior e devem começar o controle aos 40, assim como quem tem familiares com a doença. Os demais homens, a partir dos 45.

Leia: 6 atitudes contra o câncer de próstata

Quais os sintomas mais comuns?

No começo, o câncer de próstata é silencioso. Alguns dos sinais mais comuns são sensação de que a bexiga não esvaziou depois de fazer xixi, urinar em gotas, dor para ejacular, sangramento pela uretra e desconforto nos testículos. Em estágio mais avançado, a doença pode provocar dor nos ossos.

Quais os tratamentos disponíveis?

Existem várias possibilidades e todas precisam ser apresentadas com clareza ao paciente. O caminho a seguir depende de vários fatores. As alternativas mais comuns são retirada da próstata, radioterapia, quimioterapia e bloqueio dos hormônios masculinos.

O homem pode ficar impotente?

A cirurgia e a radioterapia podem, sim, danificar os nervos da ereção. Já o bloqueio hormonal afeta o desejo. Depois da cirurgia é preciso esperar até um ano para avaliar o quadro. Nos casos brandos, remédios para disfunção erétil ajudam. Nos severos, é possível até fazer implante de prótese peniana.

Fonte: Mário Henrique Elias de Mattos, professor de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC

Fui ao médico graças à minha mulher e descobri a doença.

“Aos 56 anos, comecei a notar certa dificuldade para urinar. Sentia vontade, mas não saía quase nada. Minha mulher insistia para eu ir ao médico, marcava consulta para mim, mas eu acabava não indo. Depois de seis meses, finalmente fui a um clínico-geral. Ele pediu um hemograma e o exame de PSA, que deu bem alterado. Fui encaminhado a um urologista e fiz o exame de toque retal. O médico percebeu alguns nódulos. Depois da biópsia, o diagnóstico: câncer na próstata em estágio avançado, mas, felizmente, sem metástases. Depois de conversar com meu médico, decidi não retirar a próstata e tentar o tratamento de bloqueio hormonal e a radioterapia. O tumor respondeu bem e regrediu completamente. Estou curado! Hoje alerto os outros homens sobre a importância dos exames preventivos. São tão simples e tão importantes!”, Carlos Mazzuca, 60 anos.

Estamos ainda mais unidos.

“Quando o Carlos percebeu o problema para urinar, eu disse que ele precisava ir logo ao médico. Mas ele estava sempre preocupado com o trabalho e nunca aparecia nas consultas que eu marcava. Quando ele viu a alteração no PSA, ficou muito nervoso. Eu dizia: ‘Não pensa no pior’. Mesmo depois do diagnóstico do câncer, fui otimista. Ele ficou deprimido, foi bem difícil. Mas o médico disse que havia 70% de chance de cura e eu me agarrei a isso. Em nenhum momento passou pela minha cabeça que eu pudesse perder meu marido. Hoje estamos mais unidos do que nunca. Adoro o contato pele a pele e senti-lo ao meu lado”, Solange Mazzuca, 50 anos, mulher de Carlos.

Fonte: MdeMulher (adaptado)

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