Descubra se é melhor correr na esteira ou na rua

Descubra o que é melhor para a sua caminhada ou corrida e esbanje saúde.

Você já deve saber dos benefícios da caminhada e da corrida para o sistema cardiorrespiratório e para a prevenção da obesidade. Contudo, sempre fica a dúvida entre calçar o tênis e correr livremente pelas ruas ou aproveitar as práticas esteiras de academia. O assunto dá pano para manga e, por isso, resolvemos listar os prós e contras de cada uma das modalidades. Confira!

NA RUA

Maior liberdade

Correr na rua coleciona benefícios. O primeiro deles, claro, é o baixo custo da atividade. Mas não é só. “A corrida em ambiente aberto é mais prazerosa e divertida. Correr na rua faz com que o gasto calórico seja maior, pois você tem o esforço de deslocar seu corpo para a frente. Como os terrenos são diferentes, você estabelece uma leve variação do ‘pace’ [rítmo]”, diz Maurício Garcia, fisioterapeuta do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte de São Paulo (SP). “Há ainda a mobilização de um maior número de grupos musculares para a corrida no solo”, completa Roberto Ranzini, ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo (SP).

Para quem curte participar de maratonas, caminhadas ou corridas, treinar na rua serve de preparação para o evento. “Você até pode treinar na esteira, mas o ideal é que treine o máximo possível na rua para reproduzir o ambiente que encontrará nas provas. Também aprenderá a controlar a velocidade e a trabalhar propriocepção (capacidade de perceber cada parte do corpo) para ‘driblar’ os desníveis do piso”, sugere Flávia Picolo, educadora física (SP).

Atenção redobrada

Contudo, se correr sentindo o vento bater no rosto é prazeroso, há também pontos bastante negativos. Você provavelmente não terá o acompanhamento de um educador físico, como acontece nas academias. Em muitos lugares o terreno é acidentado, inclinado ou apresenta grande variedade de obstáculos, como calçadas, semáforos e buracos. Ou seja, a corrida pode ser constantemente interrompida e ainda há risco de quedas e atropelamentos. “Correr na rua é mais difícil. Exige uma atenção redobrada com tudo que acontece ao redor, principalmente o trânsito de veículos, a resistência do vento e a própria força de atrito com o solo, exigindo do corredor um esforço maior”, opina Jomar Souza, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).

Algumas dicas ajudam a melhorar a segurança da corrida, como não correr com fones de ouvido, priorizar locais sem irregularidades do solo, avisar parentes ou amigos do local onde irá praticar a atividade e usar roupas com cores que atraiam a atenção dos motoristas e ciclistas. “Sempre que possível, corra nas calçadas. Esteja acompanhado por pelo menos outro corredor e prefira locais com grande circulação de pessoas”, diz Souza.

Acessórios indispensáveis

Na rua, vale levar a tiracolo aquelas plaquinhas de metal chamadas de Sports ID, onde é possível gravar informações como tipo sanguíneo e telefone para casos de emergência. Tênis adequado, roupas leves, identidade, celular e carteirinha do plano de saúde também são itens obrigatórios. Se a produção de suor for grande, leve uma garrafinha de água. E se a corrida for no período da manhã ou da tarde, não esqueça o boné e de passar o bloqueador solar.

E quando é dia de chuva?

O melhor mesmo é evitar os treinos durante a chuva ou com solo muito molhado, porque tornam-se muito escorregadios. “As faixas pintadas no asfalto e as tampas de bueiro costumam escorregar bastante e causar quedas. Evite esses locais e nunca passe por uma poça d’água, que pode esconder um buraco”, orienta Jomar Souza. O aumento de peso das vestimentas também é prejudicial. “Se possível, use tênis que tenham um bom escoamento da água e roupas de tecido sintético que não a retém”, completa o ortopedista Roberto Ranzini.

NA ESTEIRA

Clima bom

Não há como negar que treinar em ambientes fechados traz uma maior segurança, além das condições climáticas não interferirem no treino. “Nem o inverno, nem a chuva, nem o pior dia farão você abandonar seu exercício: é só subir na esteira e começar a correr. E ainda se têm disponíveis ar-condicionado, água gelada, som ambiente e televisão”, lista a educadora física Flávia Picolo. “Também é possível controlar mais facilmente a evolução do treino, além de permitir maior controle da velocidade da corrida, pois mesmo cansado você continua na passada da esteira e não boicota o treino”, lista Flávia.

É mais fácil correr na esteira, pois a máquina controla a velocidade e a mantém constante, ajudando-o a encontrar o melhor ritmo. Além disso, o corredor não precisa lidar com rajadas de vento que, quando fortes, tornam-se um obstáculo. “A esteira também é segura. Possui uma chave que, caso a pessoa caia, faz com que a máquina seja desligada instantaneamente. Só é necessário um período de adaptação, pois muitas pessoas sentem tontura ao utilizá-la pela primeira vez”, pontua Flávia. Para evitar problemas, o ideal é iniciar com caminhada em velocidade baixa, com as duas mãos apoiadas, e ir soltando as mãos aos poucos, quando ganhar confiança.

Treino orientado

A menos que a esteira esteja na academia do seu prédio, é possível contar com acompanhamento profissional na corrida ou na caminhada. “Hoje em dia, muitas pessoas começam a correr por conta própria, com base em treinos que viram nas redes sociais, e acabam se lesionando por não terem passado por um período de adaptação e por não terem progredido no treino segundo suas condições físicas”, diz Flávia. Tanto para a corrida na rua quanto na esteira, basta um tênis adequado e uma roupa esportiva confortável. A garrafinha de água também é item indispensável, especialmente para dias mais quentes.

Qualquer atividade, seja na esteira, seja na rua, exige um check-up médico para ver se o corpo está em condições de encarar esse desafio. Para completar, é preciso fazer uma espécie de adaptação antes de sair correndo por aí. “Inicie com dez minutos e aumente dois minutos por dia, no caso da caminhada. No caso da corrida, inicie com cinco minutos e aumente um minuto por dia”, sugere Ranzini.

Monotonia, não!

Entre os pontos negativos da esteira, está o fato de o ambiente de academia ser monótono, cansando com facilidade. Dependendo do horário que se chega ao estabelecimento, é necessário esperar vagar uma esteira. Além disso, o fato do vestiário estar bem próximo pode antecipar o término do treino. O padrão da corrida em ambas as modalidades é o mesmo. “O ideal é que a pisada tenha sempre o padrão, apoiando primeiro o calcanhar, seguido de médio pé e saindo da passada com o antepé”, explica Flávia.

Contudo, na esteira, você corre menos atento, pois o ambiente é 100% controlado. “Não trabalha propriocepção nem noção espacial. Quando se corre na rua, é preciso antecipar irregularidades dos diferentes solos por onde você vai passar. E nas esteiras, pela modernidade e pelos sistemas de amortecimento, há uma pequena redução no impacto, mas nada muito significativo”, completa a educadora. A biomecânica também é um pouco diferente. Na rua, é preciso impulsionar o corpo para adiante. “Na esteira, o movimento das pernas é feito para se manter parado no mesmo ponto enquanto a esteira rola sob os pés”, diferencia o médico Jomar Souza.

Corrida na praia

Em solos muito irregulares deve-se diminuir a velocidade, pois as articulações são mais exigidas e podem levar a lesões. “A corrida na areia exige cuidado, pois a mecânica é bastante diferente, como aterrissagem do pé e largura da passada. Evite treinos longos em areia e sempre corra de tênis, com meias adequadas”, orienta Maurício Garcia.

Fonte: Revista Viva Saúde

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