Criopreservação de células-tronco: uma oportunidade para o futuro do seu filho

Há anos as células-tronco de cordão umbilical vêm sendo estudadas para tratamento de doenças como leucemias e linfomas, enfermidades imunológicas, alguns tipos de anemias congênitas e adquiridas, doenças de erros do metabolismo, entre outras.

Estudos experimentais em laboratório e pré-clínicos demonstraram atividade regenerativa das células-tronco de cordão umbilical  em doenças como o diabetes tipo I, esclerose múltipla, doenças cardíacas, lesões raquimedulares, cerebrais isquêmicas e traumáticas, ósseas e articulares.

Isso porque as células-tronco são células primitivas com capacidade de auto-renovação e de dar origem a outras células especializadas (diferenciação), formando ou reparando diversos tecidos do nosso organismo. Essa característica faz com que elas assumam o diferencial de potencializar a reconstrução de um tecido afetado. Elas possuem a característica da plasticidade, que é a capacidade de especializar-se e diferenciar-se de acordo com o ambiente em que estão inseridas.

Também estimulam condições para a expansão das demais células-tronco residentes nesses tecidos e a liberação de ativos que auxiliam na regeneração de diversas lesões. Essas células são encontradas em todo o corpo humano. No entanto, as fontes mais utilizadas, em virtude da grande disponibilidade, são as da medula óssea e do sangue do cordão umbilical.

As células-tronco do cordão umbilical apresentam menor chance de rejeição após o transplante, sua disponibilidade é imediata, eliminando-se a necessidade de busca por um doador compatível. Armazenadas, permanecem jovens, possuindo um potencial regenerativo superior ao das células da medula.  Em contrapartida, as células provenientes da medula possuem um período de “pega” menor, ou seja, o paciente transplantado retoma sua defesa imunológica mais rapidamente.

Desde 2004 o Criobanco é referência no serviço de banco de células-tronco de sangue de cordão umbilical autólogo, atendendo a pais que decidem armazenar esse material biológico de seus filhos como prevenção para uma possível aplicação terapêutica no futuro.

O banco de células tronco do cordão umbilical do Criobanco apresenta, ao longo de todo o seu processo, diversos pontos críticos que refletem no sucesso e na qualidade do material criopreservado.

Entenda como funciona a Criopreservação

Coleta

A coleta do sangue do cordão umbilical é realizada no momento do nascimento e não apresenta qualquer risco à mãe e ao bebê.
Assim que o obstetra retira o recém-nascido, a enfermeira ou o médico responsável pela coleta punciona os vasos sanguíneos do cordão umbilical com uma agulha, drenando todo o sangue para o interior da bolsa de coleta.
Após a retirada da placenta, inicia a segunda fase, denominada extrauterina, quando retira, com a ajuda de uma seringa, o sangue placentário antes de sua coagulação.

Vale ressaltar que a coleta não apresenta qualquer risco à mãe ou ao bebê e é indolor para ambos.

TRANSPORTE E RECEPÇÃO

Quando o casal opta pelo serviço de criopreservação de células-tronco, uma enfermeira especializada acompanha a mãe durante toda gestação até o momento do parto.

Após a realização da coleta, o sangue do cordão umbilical é acondicionado na caixa térmica contendo o gelo reciclável e o sensor para registro da temperatura interna. O recipiente é então lacrado ainda no local do parto, garantindo-se, portanto, a inviolabilidade do material até a chegada ao Criobanco.

A embalagem lacrada é entregue no laboratório em até 24 horas após a coleta, tomando-se os devidos cuidados para que as células tronco sejam mantidas em segurança, como por exemplo, a não exposição a Raio X e temperatura mantida entre 4 e 24º Celsius. Ademais, as caixas são numeradas, permitindo-nos rastreá-las durante o transporte do material biológico coletado.

A recepção do material no laboratório começa com a checagem da integridade da embalagem e de sua inviolabilidade. Em seguida, é checada as condições gerais da coleta, como integridade da bolsa, volume de sangue coletado e ausência de coágulos que poderiam afetar a qualidade da amostra. A bolsa contendo o sangue do cordão umbilical é então acondicionada temporariamente em refrigerador próprio mantendo-se a temperatura adequada até que se inicie a etapa de processamento das células tronco.

PROCESSAMENTO DO MATERIAL

Primeiramente são coletadas pequenas amostras do sangue para exames laboratoriais e em seguida as células tronco são separadas do sangue total coletado através de centrifugação e concentradas num volume final de 20ml, chamado de buffy coat. Essa é a parte do sangue rica em células tronco. Quanto maior o volume de sangue de cordão umbilical coletado, maior o número de células disponíveis no buffy coat. Após a separação, novos exames laboratoriais são realizados a fim de assegurar a esterilidade e a quantidade disponível do material a ser criopreservado. Todas as etapas do processamento em sistema aberto são realizadas em ambiente estéril, com nível de segurança classe II.

CRIOPRESERVAÇÃO

Após a separação em cabine de segurança biológica classe II, as células-tronco são transferidas para bolsa dupla de criopreservação. O volume final é de 20 ml de células mais 5 ml de um meio específico para proteção das células durante o período de armazenamento.
Antes de serem definitivamente armazenadas, a bolsa contendo as células é acondicionada em um cassete metálico previamente identificado com os dados do cliente e, em seguida, levada à câmara de congelamento programado, equipamento que propicia a redução gradual e controlada da temperatura da amostra até -90º Celsius protegendo de forma mais eficaz a integridade celular.

Num último estágio, a bolsa já congelada é transferida para o tanque de criopreservação, sendo posicionada em racks mapeados e registrados. O Criobanco utiliza a tecnologia dos tanques americanos da marca CBS, com criopreservação em vapor de nitrogênio, o que impossibilita o contato direto do nitrogênio líquido com a bolsa, minimizando-se os riscos inerentes a esta situação e aumentando, portanto, a segurança das células-tronco armazenadas.

EXPEDIÇÃO

A disponibilização das células-tronco criopreservadas se dá a partir de uma necessidade para aplicação terapêutica. Nesse caso, o médico responsável pelo paciente emite um termo de intenção de utilização das células para que o Criobanco disponibilize o laudo técnico da coleta e criopreservação e uma amostra das células para a confirmação de sua aplicabilidade para o tratamento em questão.
Confirmando-se a utilização do material, o Criobanco é responsável pelo transporte das células até o local definido para o tratamento do paciente. Para isso, as mesmas devem ser disponibilizadas ainda criopreservadas e, nesse sentido, dispomos da tecnologia dry shipper, que é um contêiner especial de transporte da marca CBS que, uma vez abastecido com nitrogênio líquido, mantém as células criopreservadas por até 10 dias.

Acesse www.Criobanco.com.br e saiba como contratar o serviço de criopreservação de células-tronco de sangue de cordão umbilical. O telefone de atendimento do Criobanco é 0800-88-20-000.

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